quinta-feira, 16 de outubro de 2008

quero ser feliz também


A felicidade está na jornada, não no destino.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

?

E quando acontece algo que não está em seus planos? E não estava. Não havia marcado hora pra viver aquele instante. Não pensei nem em 'não vou criar expectativas' Não olhei nem relógio. Não me preparei. Aconteceu de repente, feito chuva derramada de improviso, aquela que molha as roupas no varal, sem que o céu revele o seu desejo em alto e bom som
Quando percebi, eu estava lá e era perfeito. Quando percebi, eu era aquele instante e ser aquele instante me encontrava com a paz. Era me sentir viva e isso é uma felicidade imensa.
Costumamos viver momentos especiais todos os dias, já pecerbeu que coisa mais linda é olhar alguém que a gente se importa escovando os dentes? Já pensou nas cores que a vida oferece?
Durante alguns segundos, parei o que estava fazendo para fotografar na memória e com sentimento, aquele contato com uma felicidade refletida também no ambiente, mas que começava em mim, eu tinha certeza.
Era porque estava feliz que as coisas que me rodeavam se mostravam felizes. Cada uma com o seu jeito de dizer a alegria. Se outra pessoa, chegasse ali naquele instante, é provável que não visse coisa alguma que justificasse a minha emoção.
A mágica começa no mágico, não naquilo que ele toca. Os olhos nos falam do que o coração vê, não tem outra maneira!
Ana Jacomo.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

mais uma vez

E só olhar por dentro.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

deserto

Tudo acaba. É só não parar de caminhar.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

quando a tristeza chegar

Tá, hoje admito: estou triste. Mas, a tristeza é pra ser encarada. Não adianta tentar fugir, porque ela costuma nos alcançar de novo quando cansamos de correr. Ela finge que vai embora, mas fica lá no cantinho da gente, escondida, deixando que continuemos a mentir para nós mesmos.
É pra assumir, porque não adianta colocar um nariz de palhaço para disfarçar. Encher de purpurina atpe virar carnaval. Não adianta nem beber, porque depois da ressaca, ela costuma ser ainda mais chata. A tristeza não é boba.
Tristeza é coisa pra se olhar. Não adianta fazer de conta que ela não está lá. Podemos não gostar do clima que ela tem nem das coisas que nos revela. Dos medos que desperta. Das dores que ainda não foram curadas. Mas faz parte da vida!
Muitas vezes eu me flagrei tentando fugir da tristeza com as coisas mais absurdas e retardadas do mundo. A nossa maneira de lidar com as emoções, de vez em quando, é realmente cômica. É claro que a gente só ri depois que passa...ou, depois que entende. E rirmos de nós mesmos, dos nossos disfarces, tem seu lado positivo, mas as vezes tudo que precisamos é concertar. Pois a única coisa que a tristeza quer é que criemos espaço para ouvir. Para saber porque está doendo.
A coragem de assumir que estou triste, nunca quis dizer que sou escrava disso. Pois não é a minha ESCOLHA! Ela apenas é uma nuvem que passa, somos o céu que fica.
Ana Jacomo

terça-feira, 2 de setembro de 2008

aconteceu

aconteceu, em meio áquele mar de gente eu vi, aconteceu, nossos olhares se cruzaram eu vi, aconteceu, meu coração logo bateu mais forte por você. você me deu aquele beijo que parou o mundo.

um dia de cada vez, nada é igual e esse dia foi diferente, mas aquele diferente especial.
friozinho na barriga é adrenalina do romance.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

o trem fantasma

preciso olhar e ver o que realmente há. sem tentar tapar o sol com peneira. ás vezes, para seguir, preciso parar. para abrir espaço para as coisas novas, preciso limpar o terreno. para construir, preciso desconstruir: apegos, ilusões, crenças, histórias que não são minhas. para curar, preciso olhar de perto as dores antigas, essas que a gente torce, torce, e continuam encharcadas. essas que a gente muitas vezes prefere fingir que não sente mais. essas que é preciso trocar a música pra não lembrar.
preciso descobrir onde meu medo começa, olhá-lo nos olhos para saber que sou maior. quando morava em campinas, gostava mais ainda dos parques de diversões. nas férias montavam um novo no clube, era bem simples, mas eu não cansava, passava a semana inteira contando os dias.
fiquei maior e conheci um montão de parques, diferentes daqueles do clube. amava os carrinhos bate-bate, a roda-gigante com a vista linda, a montanha russa, mesmo sentindo que teria sido melhor continuar lá embaixo.
o trem fantasma era diferente! nem uma vez eu abri os olhos lá dentro. tinha vontade, mas morria de medo. eu era dessas pessoas impressionadas com coisas sobrenaturais. escuro? jamais! então, como eu aguentaria abrir os olhos na escuridão do trem fantasma? não, eu não abria.
aí eu cresci e descobri que num certo aspecto, a vida às vezes parece uma volta no trem fantasma. a diferença é que, nesse caso, é só um brinquedo. mas, ao contrário disso, o encontro com nós mesmos é inevitável. mais cedo ou mais tarde, as circunstâncias nos cobram essa coragem, e não desistem fácil.quanto mais o tempo passa, maiores eles se tornam, e mais perturbadores. é o peso das lágrimas todas que ainda não choramos para lavar a alma.
são os medos mais antigos que ainda nos acompanham. e infelizmente, isso só nos protege da coisa mais linda do mundo: a vida! a gente precisa olhar e ver o que realmente há. e quando começamos a fazer isso, com todo cuidado do mundo, bem devagar pra não assustar o medo, descobrimos que as nossas assombrações são feitas de fragilidade como os monstros do parque de diversão, que olhando de perto, nem são tão assustadores assim. o que faz com que pareçam tão convincentes, é a nossa insistência em continuar com os olhos fechados.
sim, olhar pode doer, no início, mas o que dói mais é seguir pela vida com a alma povoada por mentiras. essas que nos impedem de estarmos vivos de verdade.
ana jacomo.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

todo amor vale o quanto brilha!

eu realmente cheguei a conclusão que, existem pessoas que não sabem amar. apenas se preocupam com o próprio sentimento e deixando o próximo ali sem dizer nada. não penso que as coisas funcionam assim. a partir do momento que você diz amar alguém, você simplesmente declara que aquela pessoa é importante na sua vida, que ela te faz feliz de algum modo.
é triste parar para pensar em como o mundo faz do amor uma coisa clichê, uma coisa comum, como se você sentisse hoje e amanhã não mais. um bom dia qualquer, um sorriso perdido.
o amor vai além de tudo isso e além de todos os problemas e vidas do mundo. é quando você realmente se preocupa com alguém, você realmente se esforça pra ver a pessoa com um sorriso no rosto quando tudo parece escuro, frio, sem saída.
é aquele alguém que chega de repente com uma camisa bonita, sorri e pronto. está mais do que na hora das pessoas tomarem a consciência de que amar, é acima de tudo respeitar o próximo e estar ao lado nos momentos felizes e tristes.
compreendo, não sou ninguém pra dizer como o amor funciona, até mesmo porque não funciona, não tem manual. mas existe um jeitinho mais especial. que é quando você não brinca com o sentimento de ninguém.
no trem das cores que é minha vida, já passei por coisas que talvez você não acreditaria.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

sentir

dessa vez não dava mais para inventar, estava cansada dessa mania de criar coisas boas, mesmo amando isso do fundo da alma. apesar de achar invisivel o fio que separa a realidade do sonho, o concreto da inventividade. ainda mais para mentes como a dela, tão treinadas para inventar, criatividade era com ela. mas hoje, agora, era diferente, precisava ser palpável, concretizado. palavras duras, contrárias a sua essência. ela era neve, matéria dos sonhos, dos pensamentos. contraditória, se achava tão concreta como qualquer outra pessoa feita de matéria de gente. andava, respirava, desejava. por muito tempo achou que isso seria o sufuciente para transformá-la, mas não era. precisava de mais. pedra, cal, tijolo, cimento, areia. ela precisava de pele, toque, tato. precisava sentir. era exatamente isso que buscava.

mas amanhã é outro dia, tudo muda de repente.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

coragem









quantas vezes me olharam nos olhos e disseram: mas você não pode ser assim laís.

quantas vezes gritaram de longe: não seja doce, seja dura. pára de ajudar os outros, pense só em você!

quantas vezes disseram por palavras tortas: não sonhe, pois os sonhos somem quando acordamos. quantas vezes ouvi de um jeito ou de outro: reconhecer a bondade fará com que passem por cima de você. e quantas vezes ela soube sem saber: o amor não é a medida das coisas, o importante é a salvação da própria pele.

doçuras, sonhos, bondade e amor.

e por que não pode ser? não ser diminui o sofrimento? e quem disse que ela tem medo da dor?