segunda-feira, 27 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
carta para tainá
Querida T,
Quando comecei essa carta, usei a seguinte frase: não me lembro da última vez que conversamos. Mas logo apaguei. Sabe que sou um pouco esquecida, mas nada demais. Em instantes lembrei da nossa ligação. Tão bonita como o dia que você veio ao mundo. Pequenina, de olhos clarinhos.
Eu, em 1996 só queria brincar com bonecas e quando descobri que teria uma prima, pensei logo em uma companheira. E tive. E tenho. Desde muito cedo contei os dias para te ver. Brincamos algumas vezes de boneca. Bem poucas. Pois preferíamos ficar no meio do mato, caçando raposas, colhendo frutas, andando de bicicleta de madrugada, esperando a noite chegar com a garrafa de coca cola vazia na mão, para colecionar vagalumes. Inventando histórias, criando um mundo paralelo.
Mas essa não seria uma explicação boa para a nossa ligação. Da qual comentei no ínicio da carta. Eu queria te dizer que ando te escutando muito, que ouço a sua voz me chamando. E que recebo sim, tudo que me manda por telepatia. Principalmente abraços. Ando te mandando conforto, está chegando?
Um dia te contei sobre as pontes... mas hoje descobri que nada disso importa. POIS JUNTAS TEMOS ASAS.
Quero que saiba que meu amor por você nunca muda. Aliás, muda sim. Só aumenta. E que ontem fuçando na minha gaveta, achei um bilhete seu que me fez chorar. De saudade. Dizia mais ou menos assim: Prima, estou aqui na sua cama chorando, sentindo seu cheirinho e morrendo de saudade. Desculpa a minha letra, não estou em condições de escrever. Se um dia você ler isso, saiba que eu te amo com todas as forças existentes no mundo. E se cuida, porque se acontecer algo com você, eu morro.
É isso que digo agora.
Todas as vezes que penso em nós duas, penso no céu... e tenho certeza que nossa vida vibra na mesma frequência.
Te abraço, te dou a mão e te amo.
Um beijo das cores que gostamos, com melancia gelada, com a sua coberta que agora é minha. E com o meu coração que é nosso!
L.
encontros
Quando os pés resolvem caminhar sem destino, você aparece. A princípio sem motivo e sem porquê, no meio de tantas pessoas desconhecidas um olhar diferente e uma certeza. É você!
domingo, 3 de abril de 2011
laís
Como a noite de escuridão,
Tento me descobrir a cada dia,
Caixinha de surpresas,
Pioro, quando a lua é cheia,
Mulher, segredo feminino,
A arte de descobrir,
O som,
Quem sou?
Tento me descobrir a cada dia,
Caixinha de surpresas,
Pioro, quando a lua é cheia,
Mulher, segredo feminino,
A arte de descobrir,
O som,
Quem sou?
domingo, 27 de março de 2011
click!
Click!
Eu tirei uma fotografia em sua chegada. Onde meu corpo se tornou ímã do corpo dele. As mãos ansiosas para estarem juntas, assim como os braços e abraços e lábios e todo o resto. Eu tirei uma fotografia.
Click!
O momento foi marcado.
.
Ana sonhava com Marcos.
E mandava axé.
E mandava amor.
E mandava abraços.
E mandava fé.
Mas sentia saudade.
E mandava axé.
E mandava amor.
E mandava abraços.
E mandava fé.
Mas sentia saudade.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
aguardo resposta
Comecei a pensar quando foi exatamente que o sentimento parado, intacto e incomum começou a florescer. Peguei o calendário na porta da geladeira e contei os dias para trás. Qual era data? Qual era o horário? Continuei pensando nisso numa longa madrugada que durou 15 dias. E resolvi te escrever um bilhete:
''Não se assuste com a falta de palavras, às vezes o relógio as fazem de jantar. Hoje é vinte e um de fevereiro de dois mil e onze. Marcando exatamente três e treze da madrugada. Isso é apenas um bilhete com uma pergunta que deve ser respondida pela única pessoa que sabe a resposta. Aqui está: Quando foi exatamente que começamos?''
Dobrei em quatro partes e joguei no mar.
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