terça-feira, 14 de setembro de 2010

carta

Marcos,
As pessoas vivem me perguntando quem você é. Mas elas não entendem, elas simplesmente não entendem que mesmo no pensamento, uma pessoa pode existir. Você, por exemplo, nós nunca nos vimos, nunca nos falamos, nunca trocamos olhares - nem palavras. Mas eu vivo escrevendo para você. E nessas cartas escritas descubro coisas que nem por um momento breve cheguei a pensar - e olha que penso muito, Marcos.
Essa é uma carta diferente de todas outras. Eu queria que você soubesse que entendi tudo. Hoje, me olho no espelho e vejo aquela imagem clara. A Laís de sempre, sabe? Aquela que sempre acaba se encontrando no meio de todas descobertas que aparecem no caminho. E não importa, se é ecuro, claro, invisivel. Ela sempre acaba se encontrando. Será por que nunca pára de andar? Ou será porque pára quando o coração pede para parar? A sensação de dever cumprido é gratificante.
Cheguei a conclusão que agosto foi um mês péssimo - péssimo. E sabe porque? Porque eu li tanto sobre isso e senti tanto medo que sem querer-querendo, acreditei que seria péssimo. Essa minha cuca é muito maluca, Marcos.
Setembro finalmente chegou. E aprendi que é preciso acreditar no que realmente quero. Quero viver. E agora não penso, vivo.
Um beijo com brilhinhos e todos meus diminutivos,

L.

Um comentário:

Lááá... disse...

Meu Deus!!!!!!
Eu me enxerguei nesse texto!
Talvez porque eu também chame Laís, porque tenho um amigo chamado Marcos...E talvez, principalmente, por já ter escrito muitíssimo para pessoas desconhecidas aos olhos,de cuja existência até duvidamos por não estarmos perto.

Parabéns pelo lindo texto!
Abraços!