quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

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Ele não era começo nem fim, era o meio.
Sem ele, ou começo
Ou 
Fim.
Penso em você e
Hmm...
Penso de novo.

receita

Descobri a receita de adoçante para a vida: leia mil litros de poesia.

carta ao marcos, part I

Querido Marcos,

Fazem anos que não te escrevo, décadas talvez. O tempo devora. Quando se vê, anos se passaram. 
Ainda assim, meus dedos fazem moradia ao lápis e esses se sentem tão em casa que escrevem seu nome. E o papel branco deixa de existir para ser o papel escrito Marcos.
Sei que sabe que não sou Ana e nem Helena e que nós dois somos bons amigos pois conversamos em silêncio, apesar de ouvir minha própria voz enquanto te escrevo. Te invento estórias de amor, te faço vivê-las. 
Me leia, Marcos? Enxerga minha nudez, goste da minha alma, do meu intelecto, não do meu corpo. 
Talvez essa seja uma carta sem resposta. Não se preocupe. Entendo que é muito difícil ou muito fácil me entender. Acho que graça está aí. Se souber decifrar, responda-me. Se não souber, faça o papel branco existir novamente.


Um beijo 
Laís

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

bem vindo ano novo.

Passei a maioria dos meus vinte e dois anos de vida vivendo, sei que passei vivendo porque penso. Quando penso: recordo, revivo, reaprendo, acordo. Quando acordei abri as janelas do meu mundo, as janelas do meu coração. Apesar de adorar dormir, estou sempre acordada, acredito que estive acordada durante vinte e dois anos dessa minha vida vivida. Vida intensa, vida louca, vida forte, a minha vida nunca foi morna. Sei disso porque penso, olho para trás e vejo a Laís que já fui, a Laís que vêm sendo, a Laís que será. Esse monte de eu´s que passaram por mim nunca deixaram de viver, digo: uma vida vivida. Uma vida vivida implica em correr riscos e quantos riscos corri por viver da minha maneira e pelo simples fato de estar viva. Nesses vinte e dois anos abro os olhos depois de algumas horas de sono, abro a janela do quarto, do mundo e do coração e penso: vivo uma vida vivida e também uma vida sonhada. 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

escrever

Quando mais escrevo é quando mais silencio.

minha mãe disse

Minha mãe diz que sou perigosa, mas não sei direito o que é o perigo. Será isso que me torna perigosa? 

silêncio

Quando me calo é quando mais falo.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

pistas

Ontem, sentada numa cadeira, no meio de um monte de criança dando sentido à vida e sorrindo... Eu, louca, pensando, pensando, pensando, com os braços cruzados em cima da mesa.
Pensei "vou abrir os braços". Abri. E na mesa, dessas de escola, cheias de rabiscos, desenhos e nomes, tive uma resposta. Ali, estava escrito com letra de criança: CONFIAR.
Parei de pensar, comecei a sorrir. O universo fala comigo.





U N I V E R S O -> estou com os ouvidos bem atentos, quero ouvir sua voz.

olhos abertos

O perigo está na mente.
Quebre o perigo.
Clareie e enxergue:

O REAL.

A mente o disfarça.
E aí está o perigo.
Por isso:

ENXERGUE.