quinta-feira, 10 de abril de 2014
a poesia é sentida
um dia me perguntaram:
- não sei fazer poesia, como é que você faz?
respondi:
- a sua pergunta já é uma, das bonitas.
- não sei fazer poesia, como é que você faz?
respondi:
- a sua pergunta já é uma, das bonitas.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
carta ao marcos, part I
Querido Marcos,
Fazem anos que não te escrevo, décadas talvez. O tempo devora. Quando se vê, anos se passaram.
Ainda assim, meus dedos fazem moradia ao lápis e esses se sentem tão em casa que escrevem seu nome. E o papel branco deixa de existir para ser o papel escrito Marcos.
Sei que sabe que não sou Ana e nem Helena e que nós dois somos bons amigos pois conversamos em silêncio, apesar de ouvir minha própria voz enquanto te escrevo. Te invento estórias de amor, te faço vivê-las.
Me leia, Marcos? Enxerga minha nudez, goste da minha alma, do meu intelecto, não do meu corpo.
Talvez essa seja uma carta sem resposta. Não se preocupe. Entendo que é muito difícil ou muito fácil me entender. Acho que graça está aí. Se souber decifrar, responda-me. Se não souber, faça o papel branco existir novamente.
Um beijo
Laís
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
bem vindo ano novo.
Passei a maioria dos meus vinte e dois anos de vida vivendo, sei que passei vivendo porque penso. Quando penso: recordo, revivo, reaprendo, acordo. Quando acordei abri as janelas do meu mundo, as janelas do meu coração. Apesar de adorar dormir, estou sempre acordada, acredito que estive acordada durante vinte e dois anos dessa minha vida vivida. Vida intensa, vida louca, vida forte, a minha vida nunca foi morna. Sei disso porque penso, olho para trás e vejo a Laís que já fui, a Laís que vêm sendo, a Laís que será. Esse monte de eu´s que passaram por mim nunca deixaram de viver, digo: uma vida vivida. Uma vida vivida implica em correr riscos e quantos riscos corri por viver da minha maneira e pelo simples fato de estar viva. Nesses vinte e dois anos abro os olhos depois de algumas horas de sono, abro a janela do quarto, do mundo e do coração e penso: vivo uma vida vivida e também uma vida sonhada.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
minha mãe disse
Minha mãe diz que sou perigosa, mas não sei direito o que é o perigo. Será isso que me torna perigosa?
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