Respeitando acima de tudo o que a tristeza têm para me ensinar. Converso e tento entender um pouco sobre a solidão, discuto, deito e choro, respeito o sono e os sentidos. Mas tenho cada vez mais certeza de que não nasci para ser sozinha. Só sou inteira quando posso dividir quem sou.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
dos dias ruins
Alguns dias amanhecem às dezenove horas, dias em que Ana não abre a janela. O cansaço mental é grande e entre 64 pensamentos e outros, tudo parece estar longe do alcance das mãos e dos pés, dessa vez, nem asas adiantam. Tento me justificar com o coração dizendo que pessoas que sentem demais, que conhecem a intensidade porque são intensidade desde que vieram ao mundo, têm lá dessas coisas de dias escuros. Dias em que nada faz sentido, nem mesmo a vida. Dias em que o café é amargo, mesmo acrescentando o pote inteiro de açúcar. E o sol tem barulho de tempestade. Dias em que todas as portas da vida estão trancadas. Dias difíceis. Sorte que todo dia é véspera. Dias em que nada basta, só ser.
terça-feira, 5 de julho de 2011
uma conversa
Era confortável viver aquele momento. Sábado de julho, frio, luz apagada, o som baixinho da televisão no quarto, o silêncio na casa e ele por perto com cobertor. Os ponteiros do relógio dançavam e as horas não importavam. Entre duas pessoas e um olhar, uma pergunta:
- Por que o seu beijo é tão gostoso?
- Porque minha boca tem o gosto da sua.
é maior
quando a vontade de estar perto é maior do que a saudade,
quando a vontade do beijo é maior do que o ato de beijar,
quando a imaginação sente o cheiro,
quando meus olhos te querem inteiro,
eu penso
que só pode ser grande a vontade
de amar.
quando a vontade do beijo é maior do que o ato de beijar,
quando a imaginação sente o cheiro,
quando meus olhos te querem inteiro,
eu penso
que só pode ser grande a vontade
de amar.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
carta para tainá
Querida T,
Quando comecei essa carta, usei a seguinte frase: não me lembro da última vez que conversamos. Mas logo apaguei. Sabe que sou um pouco esquecida, mas nada demais. Em instantes lembrei da nossa ligação. Tão bonita como o dia que você veio ao mundo. Pequenina, de olhos clarinhos.
Eu, em 1996 só queria brincar com bonecas e quando descobri que teria uma prima, pensei logo em uma companheira. E tive. E tenho. Desde muito cedo contei os dias para te ver. Brincamos algumas vezes de boneca. Bem poucas. Pois preferíamos ficar no meio do mato, caçando raposas, colhendo frutas, andando de bicicleta de madrugada, esperando a noite chegar com a garrafa de coca cola vazia na mão, para colecionar vagalumes. Inventando histórias, criando um mundo paralelo.
Mas essa não seria uma explicação boa para a nossa ligação. Da qual comentei no ínicio da carta. Eu queria te dizer que ando te escutando muito, que ouço a sua voz me chamando. E que recebo sim, tudo que me manda por telepatia. Principalmente abraços. Ando te mandando conforto, está chegando?
Um dia te contei sobre as pontes... mas hoje descobri que nada disso importa. POIS JUNTAS TEMOS ASAS.
Quero que saiba que meu amor por você nunca muda. Aliás, muda sim. Só aumenta. E que ontem fuçando na minha gaveta, achei um bilhete seu que me fez chorar. De saudade. Dizia mais ou menos assim: Prima, estou aqui na sua cama chorando, sentindo seu cheirinho e morrendo de saudade. Desculpa a minha letra, não estou em condições de escrever. Se um dia você ler isso, saiba que eu te amo com todas as forças existentes no mundo. E se cuida, porque se acontecer algo com você, eu morro.
É isso que digo agora.
Todas as vezes que penso em nós duas, penso no céu... e tenho certeza que nossa vida vibra na mesma frequência.
Te abraço, te dou a mão e te amo.
Um beijo das cores que gostamos, com melancia gelada, com a sua coberta que agora é minha. E com o meu coração que é nosso!
L.
encontros
Quando os pés resolvem caminhar sem destino, você aparece. A princípio sem motivo e sem porquê, no meio de tantas pessoas desconhecidas um olhar diferente e uma certeza. É você!
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