segunda-feira, 16 de junho de 2014

quanto menos, mais.
quanto menos falar, mais.
as palavras menos são as mais.
sol, amor, lua, flor,
algumas letrinhas

nada muito grande
sol, amor, lua, flor
tudo que é pequenininho
é grande
paz

música do coração

Numa conversa teimosa com minha consciência
Meu coração batia
Tum tum
Tum tum
Batia, na inocência, na delicadeza, na verdade
Nessa conversa teimosa com minha consciência
Percebi, estranhamente, que meu coração apenas batia
Tum tum
Tum tum
Fechei meus olhos e ouvi aquela música
Tum tum
Tum tum
Meu coração era uma música, ele pulsava, tinha melodia própria
Aquela música, delicadamente finalizou a conversa teimosa com a consciência
Nada importa
A verdade absoluta existe sim
Enquanto meu coração toca
Tum tum
Tum tum

quinta-feira, 10 de abril de 2014

se um dia perguntarem se acredito em Deus
responderei que amo a natureza
que me encanto com a água caindo em meu corpo
com meus pés descalços pisando na terra
e o vento que balança cada fio do meu cabelo
depois direi que
o universo é um grande mistério
suponho que cada um entenda que
a natureza, o universo e cada pessoa
não são elementos separados
somos a natureza que encanta,
o grande mistério do universo
portanto, Deus está em nós
assim como nós estamos Nele
e se me questionarem direi que
só não acredita na força maior
quem nunca foi capaz de se encantar com a água, o vento, a terra
nem se perguntar o que é o universo
acredito que ninguém
por isso,
somos todos
um todo.
Meu coração é mais teimoso que eu.
a poesia não está na escrita
não está na lista
não está no desejo
ela está no beijo
na faca que corta o queijo
a poesia está
dentro do seu olhar

a poesia é sentida

um dia me perguntaram:
- não sei fazer poesia, como é que você faz?
respondi:
- a sua pergunta já é uma, das bonitas.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

.

Ele não era começo nem fim, era o meio.
Sem ele, ou começo
Ou 
Fim.
Penso em você e
Hmm...
Penso de novo.

receita

Descobri a receita de adoçante para a vida: leia mil litros de poesia.

carta ao marcos, part I

Querido Marcos,

Fazem anos que não te escrevo, décadas talvez. O tempo devora. Quando se vê, anos se passaram. 
Ainda assim, meus dedos fazem moradia ao lápis e esses se sentem tão em casa que escrevem seu nome. E o papel branco deixa de existir para ser o papel escrito Marcos.
Sei que sabe que não sou Ana e nem Helena e que nós dois somos bons amigos pois conversamos em silêncio, apesar de ouvir minha própria voz enquanto te escrevo. Te invento estórias de amor, te faço vivê-las. 
Me leia, Marcos? Enxerga minha nudez, goste da minha alma, do meu intelecto, não do meu corpo. 
Talvez essa seja uma carta sem resposta. Não se preocupe. Entendo que é muito difícil ou muito fácil me entender. Acho que graça está aí. Se souber decifrar, responda-me. Se não souber, faça o papel branco existir novamente.


Um beijo 
Laís